Um levantamento recente do setor mostra que indústrias brasileiras de médio e grande porte aumentaram em mais de 30% o investimento em ferramentas de gestão comercial digital nos últimos dois anos. O movimento é puxado principalmente por fabricantes de bens de consumo e distribuidores que dependem de uma força de vendas externa numerosa e dispersa geograficamente.
Segundo especialistas do setor, a pressão vem de dois lados: clientes que esperam respostas mais rápidas e precisas, e uma nova geração de vendedores acostumada a trabalhar com aplicativos móveis no dia a dia. Processos que antes dependiam de papel, planilha e ligação telefônica estão sendo substituídos por sistemas que registram o pedido, consultam estoque e emitem a nota fiscal em um único fluxo, direto do celular do representante.
“Não é mais uma questão de modernização por modernização. É competitividade direta: quem demora mais para atender perde a venda para quem responde na hora”, afirma um executivo de uma das maiores distribuidoras do país ouvido pelo levantamento.
A Mercanet acompanha esse movimento de perto: nos últimos meses, a base de clientes que utilizam o módulo de força de vendas em campo cresceu de forma consistente, especialmente entre indústrias que atendem redes de varejo pulverizadas em todo o território nacional.